A arte de Jackie Ilustra

Posted on

Comecei a prestar atenção no trabalho de Jackie quando alguns amigos começaram a compartilhar as ilustrações dela no Facebook.

A cada nova aparição dela na minha timeline, era uma coisa ainda mais fofa que a anterior. O traço de Jackie é bem lúdico, aquela coisa que lembra um desenho de criança, um tipo de imagem que está na memória de todo mundo de alguma maneira.

O fofurômetro vai lá em cima, ó…

Já me imaginei criando uma coleção de roupas e encomendando croquis nesse estilo de desenho ♥

Quando ela começou a fazer ilustrações inspiradas nas fotos das pessoas, aí eu achei mais lindo ainda!

E  fiquei curiosa para saber quem era essa moça com quem eu tinha tantos amigos em comum, e como eu ainda não conhecia um trabalho tão legal, mesmo morando na mesma cidade que ela.

Daí mandei uma mensagem para a Jackie no Facebook e pedi para que ela me respondesse uma pequena entrevista por email para eu publicar aqui no blog.

O trabalho dela é um encanto e merece ser divulgado e conhecido por mais gente.

Então, se vocês ainda não conheciam, conheçam agora Jaqueline dos Santos Monteiro, a Jackie Ilustra 🙂

Salto Agulha: Primeiro a pergunta que você deve sempre ouvir: Como você começou a desenhar? Desde pequena? Alguém ensinou? Fez algum curso? 

Jackie Ilustra: Minha vida com esse mundo da arte de desenhar começou bem pequena. Minha prima que hoje é arquiteta (Marcia Rossana) morou um tempo na minha casa e gostava muito de desenhar, eu ficava fascinada com os desenhos e queria muito fazer igual, isso me levou a tentar e exercitar bastante. 

Meu pai também gostava muito de desenhar e minha mãe tinha muita habilidade com trabalhos manuais, isso me motivou muito, porque tudo que se observa em casa de uma forma ou de outra interfere nas suas decisões. 

Um dia minha mãe pediu folga no trabalho e me levou no Solar Bela Vista, lá haveria uma prova de aptidão para quem quisesse fazer o curso de desenho, ao passar no teste e começar de fato a fazer parte daquele mundo, imerso a materiais como papeis, carvão, tinta nanquim e tantos outros, me apaixonei ainda mais pela arte de desenhar. 

Depois disso também fiz curso de desenho de observação e história da arte na Capitania das Artes, durante uns dois anos e só parei porque precisei começar a trabalhar, mas nunca deixei de desenhar, nem que fossem alguns rabiscos. 

SA: Em que momento você percebeu que poderia trabalhar com isso? Você ja teve ou tem outro trabalho paralelo? conseguia/consegue conciliar os dois?

JI: Trabalhei dois anos com contabilidade, mais precisamente no setor fiscal, em um escritório Contábil. Em seguida numa loja de veículos e depois disso trabalhei durante sete anos em uma Universidade particular aqui de Natal. Lá me formei em Design Gráfico e foi aí que descobri minha real vocação e larguei tudo pelo sonho que hoje está se tronando realidade de trabalhar somente com a ilustração. 

SA: Fala um pouco de você, onde nasceu (é de Natal mesmo?) o que gosta de fazer (além de desenhar)?

JI: Sou de Natal/RN, embora todos sempre perguntem se eu realmente sou daqui, nuca entendi muito bem isso…Nasci e me criei nessa cidade linda e gosto muito daqui. Amo música, já pensei em cantar , estou montando um projeto com um amigo que iremos lançar ainda esse ano, essa paixão me leva a sempre escutar muita música, quando estou desenhando e quando estou de bobeira, os ritmos me acompanham de acordo com meu humor, quem me conhece bem, sabe quando estou mal humorada ou feliz, pelas músicas que eu escuto. 

Amo o Bairro da Ribeira e todos os eventos que tem lá. Gosto de ler, mas leio pouco, adoro conhecer gente nova, mesmo que por um momento em uma parada de ônibus, na fila do banco, tem sempre uma história legal para ser ouvida. Amo cinema, gosto de assistir filmes em casa, mas o prazer de ir ao cinema tem um sabor totalmente diferente para mim. Gosto de rir com os amigos e estar ao lado das pessoas que me amam. 

O mar é como um balsamo para mim, sou neta de pescador por parte de pai e mãe, talvez dai essa minha ligação com o mar. Embora more em uma cidade de lindas praias tenho ido pouco a elas, mas sempre que vou é uma sensação única para mim. 

SA: Como é a sua produção? Você tem hora certa no dia para desenhar ou é quando vem a inspiração? Como é o processo criativo?

JI: Sempre que recebo um e-mail ou pedido pelo face, faço uma pesquisa de imagens para me inspirar. Sempre escutando música, gosto muito de desenhar ao som deTiê, Thiago Petti, Tulipa, Marcelo Jenessi e tantas outros músicos bons que tem surgido. Quando as idéias estão se formando, começo os esboços e dependendo da criatividade do momento já termino o trabalho. Começo a trabalhar pela manhã, mas não tenho hora para acabar. Atendo muito aos meus instintos e vai muito deles me dizer quando devo parar.

SA: Como você começou a trabalhar com ilustrações? De onde veio o primeiro convite e como você conseguiu clientes?

JI: A primeira ilustração em aquarela que eu fiz foi no evento de apresentação do portfólio na Faculdade. Foi sem muita intenção de que desse certo porque na faculdade eu trabalhei muito mais com arte digital do que no papel, mas queria um trabalho que fosse diferente no meu stand e na tarde anterior ao evento fui ao centro, comprei material e criei as tela que fizeram o maior sucesso no dia.

Fiquei muito feliz com o resultado e muito mais com a reação das pessoas. Isso me motivou a querer fazer mais telas e aprimorar aquele trabalho. A partir daí eu comecei a divulgar o trabalho pelo face, montei minha page e os primeiros clientes foram surgindo. As parcerias com outras pages foram acontecendo e o meu trabalho foi se tornando cada vez mais conhecido. 

As duas primeiras ilustrações de Jackie. Já começou bem, né? 

SA: Você tem um traço bem característico. Acho que cada desenhista tem o seu, mas como você fez pra desenvolver isso? Foi natural ou você perseguiu essa forma?

JI: Sempre tive esse traço mais ligado ao lúdico, mas não foi sempre que eu aceitei. Queria que meu traço fosse diferente e ao entrar em conflito com isso perdi muito tempo achando que meu trabalho não teria aceitação com o publico adulto. Quando resolvi aceitar o meu traço, percebi que independente da faixa etária as pessoas simplesmente gostavam do que viam e eu pude ir me  aperfeiçoado com um tempo e tudo se tornou mais prazeroso. 

SA: O que você mais gosta de desenhar?

JI: Gosto de desenhar pessoas e isso não é de hoje. Persigo essa paixão desde o primeiro momento em que comecei a desenhar.

E falando em desenhar pessoas, olha que linda que eu fiquei de ilustração ♥♥♥

A Jackie me fez essa surpresa quando eu mandei o convite para a entrevista. Achei tão fofo, mas tão fofo! Tô doida para colocar num quadrinho na minha parede, ou num porta-retrao na penteadeira que terei em breve 😀

É isso gente. Esse é o trabalho bacana que eu queria que vocês conhecessem hoje. Fiquei super feliz e orgulhosa com a Jackie fazendo uma coisa tão bacana em Natal.

Ah, mas é claro que ela aceita encomendas de todos os cantos do mundo, viu? Vai lá na página dela no Facebook (Jackie Ilustra) ou nesse site para fazer um pedido.

Acho que é um presente incrível e super personalizado dar uma ilustração assim para alguém. Fica a dica.

 

5
  • Compartilhe  →

Moda para festas juninas no RN TV

Posted on

No último sábado fui entrevistada ao vivo no RN TV – telejornal da Inter TV Cabugi, afiliada da Rede Globo aqui em Natal.

O tema da minha participação foi “como se vestir para as festas juninas”.

Como em TV tudo é muito rápido, escolhi algumas poucas peças pra mostrar, dando dicas para situações variadas – de grana e disposição para se arrumar.

Quem não viu sábado, pode ver agora 😉

(só uma ressalva: eu não sou estilista (ainda), como disseram na matéria. Sou consultora de moda. Mas quem sabe um dia, né?)

(um objetivo na vida: perder essa mania de ficar passando a mão no cabelo kkkkk)

5
  • Compartilhe  →

Clipping Salto Agulha

Posted on

Fazia tempo que não postava um “clipping” do blog né?

Como jornalista, acho bacana mostrar pra vocês sempre que dou uma entrevista ou faço alguma participação em jornais e programas de TV. Mas nem sempre tiro fotos (mea culpa), ou consigo pegar o material para postar.

Nos últimos dias dei algumas entrevistas das quais gostei muito, e vou postar aqui pra vocês.

Primeiro a minha participação no programa Xeque Mate, da TVU, que eu simplesmente AMEI.

Gente, foi em um Xeque Mate – há uns 10 anos (so old!) – que eu entrevistei alguém pela primeira vez na minha vida. O programa é uma espécie de laboratório para os estudantes de jornalismo, onde eles tem oportunidade de entrevistar convidados das mais diversas áreas.

Obviamente, quando eu participava do programa como estudante, nunca pensei que seria entrevistada lá. Até hoje acho estranho estar “do outro lado” rs, fico morrendo de vontade de fazer perguntas ao invés de respondê-las!

O programa com a minha participação vai ao ar na sexta-feira, dia 10/06, às 19h30, na TVU. Você pode saber mais coisas sobre o Xeque Mate através do blog mantido pelos estudantes.

Alguns registros da minha participação:

Eu com a turma toda e a revista Salto Agulha
Assinando a autorização =)
Ruy Rocha (@RuyComunica) professor querido e apresentador do programa

Eu comecei minha vida profossional na TVU, onde fui estagiária por quase dois anos. Adoro e devo muito àquele lugar. Recomendo a todos os estudantes de jornalismo passar por lá, é mesmo uma grande escola!

Já na semana passada, dei uma entrevista para o Jornal de Fato, da cidade Mossoró.

A Jornalista Izaíra Thalita – que é um doce! -me entrevistou para uma matéria sobre estampa Liberty, e me pediu um depoimento para uma página sobre blogs de moda. Essa aqui ó:

Quem quiser ler a página sobre blogs e a matéria sobre Liberty, pode baixar o caderno Mulher em PDF aqui.

Outra entrevista que adorei responder foi a que a repórter Andressa Vieira fez comigo para o Potiguar Notícias.

Não sei se a matéria já saiu no jornal, mas Andressa postou a entrevista no blog dela.

Para ler a minha entrevista, clica aqui.

Depois vale a pena dar uma olhada nas outras postagens da Andressa. O blog dela é super bacana!

5
  • Compartilhe  →

Uma vida entre linhas, tesouras e agulhas

Posted on

Recebi email de uma leitora perguntando se eu conhecia algum alfaiate em Natal, onde ela pudesse mandar fazer um terno sob medida para presentear o marido. Imediatamente enviei para ela o contato de seu Ebenézer, alfaiate muito querido e talentoso, que entrevistei para uma matéria da revista Salto Agulha. Ele tem mais de meio século de profissão, e faz ternos perfeitos. Uns meses atrás encomendei um terno de linho branco para o meu namorado. Como queria fazer surpresa, levei um outro terno dele para o alfaiate tirar as medidas. Mesmo sem prova, o terno ficou perfeito! Caimento impecável. Indico muito o trabalho de Ebenézer. O ateliê dele fica no Alecrim e o telefone é (84) 3223-2696. Além do mais, ele é uma grande figura! Acho que vale a pena publicar a matéria aqui para quem não tem a revista.

Fotos: Drika Silveira

Alfaiates.

Sim, eles ainda existem!

No ano passado um vídeo circulava pelas caixas de email dos fashionistas, mostrando o processo de produção de ternos em uma fábrica na Turquia. As imagens eram a tradução fiel e literal do termo fast fashion. Os ternos eram confeccionados com a mesma velocidade em que batatas fritas saltam dos balcões de lanchonetes para as mesas dos clientes. Os funcionários da fábrica não eram costureiros, mas sim operadores de máquinas. E isso me fez pensar no trabalho dos alfaiates. Será que eles ainda existem? E se há sobreviventes, será que ainda há trabalho para eles?

Para responder a esses “aindas”, fui conhecer seu Ebenézer, alfaiate há sessenta anos, no bairro do Alecrim. A primeira boa surpresa é que não lhe falta trabalho. Durante mais de duas horas de entrevista, a campainha e o telefone não pararam. Clientes antigos vinham pegar suas encomendas, e os novos ligavam para marcar horário. Um deles é o comerciante Eduardo Mendes, que procurou o alfaiate depois que teve os ternos quase destruídos em uma famosa rede que oferece serviços de costura e consertos. “Tenho dificuldade de encontrar ternos nas lojas. O caimento nunca fica bom, e sempre preciso fazer ajustes. Levei meus ternos a esse lugar famoso para ajeitar, e fizeram um estrago grande. Minha irmã sugeriu então que eu procurasse um alfaiate. Nem sabia se ainda existia isso, mas haviam me dito que tinha um aqui no Alecrim. Vim como quem procura assim um animal em extinção! Ainda bem que consegui encontrá-lo”, comemora.

Seu Ebenézer recebe os clientes com muitas piadas, e vai logo oferecendo um cafezinho. O bom humor e o riso fácil são suas principais características. Quando pedimos que ele faça uma comparação entre o ritmo frenético de produção nas fábricas e o trabalho artesanal do alfaiate, ele se sai com essa: “Eu corto uma calça em 3 minutos, ninguém faz isso mais rápido que eu. Pode procurar em qualquer lugar do mundo! Falaram meu nome até no programa da Hebe, e teve um tempo que queriam me levar para um programa de TV pra mostrar isso” conta, referindo-se ao que deve ter sido o precursor do “se vira nos 30”.

História

Ele nasceu José Tácito Pereira Rocha. O nome Ebenézer – que em hebraico significa “até aqui nos ajudou o senhor”- foi adotado aos treze anos, quando conta ter “ouvido um chamado de Deus”. E se podemos considerar precoce receber um “chamado divino” aos treze, o que dizer de iniciar uma carreira na mesma idade? José Tácito, então aluno da Escola Industrial de Natal, virou Ebenézer na mesma época em que começou a costurar, ainda menino. O curso não chegou a concluir, pois precisava trabalhar. Ele tinha aquela maestria nata, e a certa altura já cortava e costurava melhor que os professores da escola.

Hoje, aos 73 anos, dá risada quando perguntado porque escolheu a alfaiataria. Diz que só conta se “a máquina não estiver gravando” (foi difícil convencê-lo que eram apenas fotografias, nada de filmagem), e com muita insistência, ele confessa: “Naquele tempo lá na Escola Industrial tinha curso de marcenaria, mecânica, arte em couro e alfaiataria. Eu tirei 10 em todas, menos em alfaiataria. Não gostava de jeito nenhum, porque naquela época dava muito boiola! Meu negócio era jogar futebol e não estudar. Como tinha pouca gente querendo ser alfaiate, o professor disse que me dava 20 pontos pra eu ficar em alfaiataria. Pensando em ganhar esses pontos tudinho sem estudar, eu aceitei!”, confessa. E segue “agora tem uma coisa, com seis meses eu já tava colocando o professor no bolso. Coisa de dom de Deus mesmo”.

Ao longo desses 60 anos de carreira, o alfaiate cultivou uma vasta e variada clientela. Já fez ternos para quase todos os políticos potiguares, e até Ulisses Guimarães já vestiu as criações de Ebenézer. Tem clientes que estão com ele desde que começou na profissão. “Tenho cliente já com 90 anos, quando eles não podem vir aqui, eu vou atendê-los em casa”, conta.

Com o trabalho no atelier, Ebenézer criou as duas filhas, e conquistou uma vida confortável. Hoje, por opção própria, vive de forma mais modesta. Ele conta que durante certo período foi um homem vaidoso, orgulhoso dos carros sempre novíssimos que possuía. Mas evita dar mais detalhes sobre essa época. O sigilo é quebrado pela chegada de um amigo que o conhece há décadas. O homem vai logo entregando “quando eu conheci Ebenézer ele andava num carro arrodeado de mulher!”. Nosso entrevistado sorri desconcertado e vai logo tratando de despachar o amigo dedo-duro. Em seguida conta que não gosta de falar sobre esse tempo em que “andou perdido”. E se emociona ao falar que, para ele, o que importa é que “Deus o chamou de volta”. Depois enxuga as lágrimas e abre um sorriso para mostrar o único hábito de vaidade que ainda cultiva. Tira um pente do bolso e passa vagarosamente pelos cabelos, perguntando: “E aí minha filha, ficou bom? Como se pra velho tivesse jeito né?”, e solta mais uma de suas gargalhadas.

Alzheimer

Seu Ebenézer não aparenta a idade que tem. Até o ano passado ainda jogava futebol, “e corria os noventa minutos, escreva aí!”, enfatiza. No momento está longe dos gramados por causa de uma cirurgia de próstata. Mantém a boa forma com uma alimentação sem excessos. “Como pouco, e não gosto de nada gorduroso. Minha mulher adora um queijo de manteiga. Eu não chego nem perto, atleta não come queijo!”, brinca.

Além disso, se mantém longe da televisão (esse sim deve ser um grande segredo de longevidade), diz não gostar da programação da TV aberta atualmente, e quando não está trabalhando, aproveita pra dormir. Nos fins de semana, ele chega a dormir 12 horas por noite, marcadas e contadas no relógio.

Por causa disso tudo, é impossível não se surpreender quando ele conta que tem Alzheimer. “Estou com a mesma doença da minha mãe”, sentencia. Mas seu Ebenézer descobriu uma maneira de driblar a situação. “O médico me disse – leve a vida sempre brincando que você vai enganando a doença. E assim eu faço. Quando eu venho no ônibus que vejo uma criança eu faço logo uma careta. Aí o menino diz: – Mãe aquele velho estirou a língua pra mim. Quando a mãe olha pra mim eu to com a maior cara de velho bonzinho. Depois a criança começa a rir, e isso eu já tiro meu dia todinho na brincadeira”.

Além do bom humor, o trabalho parece ser também uma arma poderosa na luta para manter suas próprias lembranças. Todos os pedidos e as fichas dos clientes, estão escritos em cadernos de capa escura e folhas pautadas, em um sistema que só ele entende. Sempre que esquece alguma coisa sobre um cliente, ele consulta o caderno.

Mais um cliente chega. Uma nova folha do caderno a ser preenchida, e hora de concluir a visita e deixar nosso alfaiate trabalhar em paz. Na despedida, a última piada “Se essa máquina conseguir viver depois dessa, já é uma sorte. Esse tempo todinho tirando retrato de velho, é um negócio sério, viu?”

Antes de ir faço uma ultima pergunta só para confirmar a resposta que já intuía: -O senhor pensa em parar de trabalhar e descansar durante um tempo? “Nunca minha filha! Só quando eu morrer ou minhas mãos endurecerem e eu não puder mais segurar a tesoura.”

É confortante saber que enquanto o mundo produz ternos em larga escala, através de um processo totalmente impessoal, ali no Alecrim teremos durante muito tempo ainda um senhor habilidoso, empunhando sua tesoura e fazendo ternos como antigamente.

(Lembrando que a Revista Salto Agulha pode ser lida aqui no blog, no item Revista do Menu. Ou, se preferir, você pode acessar a versão em PDF. Já quem aprecia o papel, pode pegar seu exemplar impresso nas Lojas Spicy ou Bain Douche do Midway Mall.)

12
  • Compartilhe  →